quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ESTUDO CONTRIBUIRÁ PARA O PLANEJAMENTO DOS MEIOS DE HOSPEDAGEM NO BRASIL

Pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo ao IBGE servirá de base para a definição de políticas públicas voltadas para o setor

28/02/2012
Brasília, DF - O Ministério do Turismo recebeu, nesta terça-feira (28), a primeira fase da Pesquisa de Serviço de Hospedagem 2011 encomendada ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo preliminar revela que as 27 capitais brasileiras dispõem de 250.284 unidades habitacionais, em um total de 373.673 leitos, suficientes para atender a 554.227 hóspedes. A oferta existente no entorno das principais cidades brasileiras, inclusive nas regiões metropolitanas, será quantificada na próxima etapa da pesquisa.
“Temos em mãos um instrumento que nos permite melhor estruturar e planejar políticas públicas para o setor”, explica o ministro do Turismo, Gastão Vieira. O MTur desempenha papel de articulador junto às instituições financeiras para criar e ampliar a oferta de crédito para a indústria hoteleira.
Atualmente, há R$ 2,3 bilhões disponíveis em linhas de financiamento voltadas para a construção e ampliação do parque hoteleiro das cidades-sede da Copa do Mundo. São recursos provenientes da linha de crédito BNDES Procopa e dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Somente as seis instituições financeiras federais (Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste) já contrataram R$ 866,8 milhões para a reforma e construção de hotéis no país. O valor representa a modernização de 3.688 quartos e a incorporação de 7.560 novas unidades habitacionais.
“Os dados do IBGE somados aos investimentos em curso pela indústria hoteleira nos permitem afirmar que não teremos problemas de hospedagem durante eventos internacionais que receberemos no Brasil”, afirma Vieira. O estudo financiado pelo MTur retrata a oferta de leitos em hotéis, pousadas, pensões, albergues e apart-hotéis. Outras alternativas de hospedagem, como campings e aluguéis de imóveis, não foram consideradas na pesquisa.
O Ministério do Turismo também está trabalhando para a melhoria da qualidade do serviço prestado ao turista, seja por meio da qualificação dos trabalhadores do setor, seja por meio da articulação com o setor turístico para a melhoria da qualidade dos equipamentos turísticos brasileiros, inclusive hotéis.
ASCOM MTur

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O BRASIL PELA JANELA DO TREM

São 32 roteiros turísticos espalhados por 11 estados brasileiros

       


Circulando por uma malha ferroviária de 30 mil km, os trens brasileiros atendem aos mais diferentes gostos e bolsos

Circulando por uma malha ferroviária de 30 mil km, os trens brasileiros atendem aos mais diferentes gostos e bolsos

Brasília (DF) - Engana-se quem pensa que é preciso estar na Europa para viajar sobre os trilhos. O Brasil tem hoje 32 trens turísticos em operação, espalhados por 11 estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Os passeios proporcionam uma viagem por entre a História do Brasil - regada a cultura, paisagens e muito charme.
Circulando por uma malha ferroviária de 30 mil km, os trens brasileiros atendem aos mais diferentes gostos – e bolsos. A viagem pode levar apenas alguns minutos ou durar 12 horas, dependendo do destino. Pode percorrer apenas um ponto turístico ou cruzar de um estado a outro. Pode ser em vagões simples ou esbanjando luxo. Pode ser uma viagem tranquila ou embalada por música e apresentações culturais. Seja como for, viajar de trem hoje é uma oportunidade única de ver o Brasil pela janela.
Entre os mais populares está o Trem do Corcovado, no Rio de Janeiro, que recebe anualmente mais de um milhão de passageiros.
Em São Paulo, a Estrada de Ferro Campos do Jordão leva o viajante a um romântico passeio entre as cidades de Campos do Jordão e Santo Antônio, num trajeto de 2h30 - que percorre a Serra da Mantiqueira, com paradas como a do Aldo do Legado, o ponto ferroviário mais alto do Brasil, com 1.743m de altitude.
No Paraná, o Trem de Luxo, tão luxuoso quanto o nome, reconstitui o glamour e charme da época de ouro das viagens de trem, unindo decoração temática e belas paisagens.

Em Minas Gerais, os trilhos alcançam um universo que mistura história, cultura e arte, a bordo da famosa e charmosa Maria Fumaça. O trecho entre São João Del Rey e Tiradentes, por exemplo, é feito com guia e passa por diversos pontos turísticos, como a Serra de São José, conhecida também como Serra de Tiradentes, pela Mata Atlântica, Fazenda Centenária e Rio das Mortes. A rota Belo Horizonte a Vitória, no Espírito Santo, é também uma opção diferente e divertida de viajar.

Na região Sul, um mergulho pela tradição gaúcha é o que promete o passeio na Maria Fumaça, que liga as regiões de Bento Gonçalves e Carlos Barbosa. A locomotiva realiza shows e apresentações de teatro durante o percurso. Outros eventos culturais completam a programação nas plataformas, durante as paradas.
Saindo do Sul para o Nordeste, há 22 anos o Trem do Forró agita os turistas durante as festas juninas no percurso entre Recife e Caruaru. Em cada um dos 10 vagões, um grupo diferente de forro pé-de-serra agita os viajantes, durante trajeto de cinco horas regado a muita dança. O trem chega a carregar mil pessoas a cada viagem.
CRESCIMENTO
Mesmo ainda distantes das opções prioritárias de roteiros turísticos, o transporte ferroviário tem registrado amplo crescimento nos últimos anos. Somente em 2011, mais de cinco milhões de passageiros escolheram os trens como meio de transporte, volume 33% maior que o do ano anterior. E a meta para o futuro é ambiciosa, segundo o presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos Culturais (ABOTTC), Sávio Neves: “O setor ferroviário vem aos poucos ocupando um espaço importante no mercado interno do turismo. É um trabalho lento e que demanda grandes investimentos. No entanto, com os trens que estão pra entrar em operação e o esforço que o setor pretende fazer para melhorar sua performance temos condições de chegar a 2016 com a marca de 10 milhões de passageiro por ano”.
Desde 2010, o Ministério do Turismo coordena um Grupo de Trabalho de Turismo Ferroviário que tem como missão desenvolver políticas de fomento ao turismo ferroviário no país. Para este ano, a prioridade é definir os projetos de trens que serão implementados nos próximos meses - há mais de 50 propostas de prefeituras e entidades privadas em análise.
Integram o GT, além do MTur, representantes do Ministério dos Transportes, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e da Secretaria de Patrimônio da União, além de empresários do setor.
A expectativa do GT é colocar novos trens nos trilhos este ano, aumentando a oferta de atrativos turísticos nas diversas regiões do País. “Vamos definir quais projetos poderão ser desenvolvidos mediante concessão de bens móveis (vagões, mobiliários) e imóveis (estações) da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e aporte de recursos públicos”, explicou o diretor do MTur e coordenador do GT, Ricardo Moesch.
Na pauta do GT para 2012, está ainda uma inovação para o mercado turístico brasileiro: a possibilidade de criação de cruzeiros ferroviários, como já acontece com os navios, com paradas estratégicas em pontos turísticos.
DE OLHO NA COPA
O Ministério do Turismo espera receber 600 mil turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo 2014. Além disso, outros 300 mil brasileiros vão circular pelas cidades-sede no período dos jogos. De olho nesse enorme contingente de passageiros, empresários do setor e do governo correm atrás das oportunidades para impulsionar o segmento, aumentar o número de trens em circulação e modernizar as operações atuais.
Como as operações ferroviárias estão fora dos grandes centros, os trens representam grandes oportunidades de se interiorizar o turismo no Brasil. “São ótimas opções para os turistas conhecerem o país, entre um jogo e outro”, destaca Sávio Neves.
Para colocar os turistas nos vagões durante a Copa, a ABOTTC aposta numa estratégia robusta de articulação junto a operadoras de turismo, de forma a inserir os roteiros ferroviários nas prateleiras dos viajantes. Com esse esforço, espera-se ainda mudar o paradigma do modelo de transporte do Brasil, que não contempla o ferroviário. “Além de um amplo esforço de comunicação e marketing, precisamos alertar dirigentes e sociedade civil para a oportunidade de negócios do nosso setor”, reforça.
Pra garantir sucesso nas oportunidades criadas na Copa e das Olimpíadas, o setor ferroviário trabalha para se conhecer mais. Uma parceria entre o Sebrae e a ABOTTC resultou recentemente no estudo ‘Trem é Turismo’, um diagnóstico dos principais desafios e competências essenciais para o bom desempenho de 24 operadoras de trens turísticos e culturais, visando o aumento da competitividade do segmento. Após uma análise minuciosa em nove áreas diferentes – economia, estratégia, inovação, marketing, vendas, atendimento, pessoal, associativismo e sustentabilidade – o documento aponta recomendações preciosas, como a adoção de programas de capacitação de pessoal, de práticas de inovação, de aprimoramentos técnico-comerciais, de gestão e de planejamentos estratégicos, por exemplo.
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A CADÊNCIA ECONÔMICA DO CARNAVAL

Exemplos vêm do Rio, Salvador, Recife, Olinda e Angra dos Reis

        No Rio de Janeiro, cada uma das escolas do grupo especial previa investir este ano entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões para percorrer, em pouco mais de uma hora, a Passarela do Samba

No Rio de Janeiro, cada uma das escolas do grupo especial previa investir este ano entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões para percorrer, em pouco mais de uma hora, a Passarela do Samba
Escolas de samba disputando os primeiros lugares em suas cidades; trios elétricos com artistas do primeiro time sobre eles e milhares de seguidores ao redor; bares lotados de foliões e seus copos sempre cheios; fantasias recheadas de cores e criatividade. Se esse texto for lido, não com um olhar entusiasta de quem defende o carnaval, e sim com perspectivas econômicas e turísticas, terá o mesmo peso.
Os números de algumas das grandes cidades promotoras da festa comprovam que uma vibrante cadeia produtiva pulsa sob os tamborins. O assunto é tão pertinente que até mesmo o economista e ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa, se manifestou durante o seminário ‘Samba como economia da cultura’, realizado no Rio de Janeiro. “Não há como negar a relevância do Carnaval para a economia. Só as escolas do grupo especial do Rio geram mais empregos e renda do que muita empresa brasileira”. E ele tem motivos que sustentam sua tese.
Na capital baiana, a importância do carnaval para a economia é, relativamente, ainda maior. Quem afirma é o diretor da Salvador Turismo (Saltur), responsável pela organização da festa: “Se não fosse o carnaval e outras festas populares que atraem turistas, teríamos dificuldade de atender às nossas necessidades diárias. O carnaval é uma questão de sobrevivência para Salvador”. A Saltur estima que a festa girou R$ 1 bilhão em 2012. Foram cerca de 500 mil turistas e, para atender a esse fluxo, 17 mil pessoas trabalharam diretamente na festa.
No Rio de Janeiro, cada uma das escolas do grupo especial carioca previa investir este ano entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões para percorrer, em pouco mais de uma hora, a Passarela do Samba. São recursos destinados, de fornecedores de adereços e fantasias, fabricantes de isopor e tinta para os carros alegóricos.
E quem precisa, aproveita os dias de carnaval para ganhar uma renda extra. O vendedor ambulante Edmilson Silva (53), mora em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, mas desde a última sexta-feira (17) não volta para casa. "Fico acordado a noite toda, só cochilo durante o dia. Ele garante que vale a pena: "Só em um dia de carnaval consigo vender 1,2 mil latinhas de cerveja, fora a água”.
No Recife, já foi divulgado o balanço do período carnavalesco. O número de turistas superou as expectativas, com 710 mil visitantes contabilizados no período. Destes, 39% eram pernambucanos de outras cidades, 31% eram nordestinos, 24% vinham do resto do Brasil e 6% eram estrangeiros.
“No carnaval, Recife é visto como uma das capitais culturais do Brasil, o que é extremamente positivo para a cidade”, diz o secretário municipal de Cultura, Renato Lins. A rede hoteleira da capital ficou 95% ocupada. E a média do tempo de hospedagem foi de 11 dias.
O prefeito do Recife, João da Costa, afirmou que foram gerados R$ 595 milhões durante o Carnaval de 2012, 15% a mais que no ano passado. Ele também afirmou que os aumentos na economia e na estadia ocorreram porque a estrutura de limpeza, transporte e segurança foi maior neste ano.
Na vizinha Olinda, aproximadamente 2,1 milhões de foliões circularam pelas ladeiras do Sítio Histórico. Desses, 70 mil eram turistas, 15% a mais do que no passado. A festa contou com investimentos da ordem de R$ 8 milhões, dos quais R$ 6,4 mi foram da iniciativa privada.
De acordo com a Secretaria de Turismo municipal, 95% dos leitos da rede hoteleira foram ocupados. “Acredito que o aumento tenha se dado por vários motivos: facilidade no transporte, programação atrativa, a rede de serviços, a tranquilidade e a beleza que Olinda oferece", afirmou o secretário, Maurício Galvão.
No litoral fluminense, Angra dos Reis se destaca como promotora de carnaval. Segundo a Fundação de Turismo (TurisAngra), cerca de 250 mil turistas e veranistas passaram pelo município, de sexta a terça-feira. “Os números superaram as expectativas. Com a cidade lotada, supermercados e padarias tinham filas e mais filas. Pela primeira vez, em 39 anos, vi faltar gelo na cidade. Por mais que o comércio esteja esperando o movimento, chega em uma determinada hora que o estoque não dá vazão”, disse a diretora executiva da TurisAngra, Cristiane Brasil.
Segundo ela, isso mostra o quanto Angra vem se desenvolvendo no turismo: A cada ano estamos melhorando nosso turismo. Angra continua com belezas naturais incríveis. Somos um dos 65 destinos turísticos do Brasil; a Ilha Grande está nas maravilhas do Estado; e temos muito mais para oferecer aos turistas de todo o mundo”.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

MAIS RECORDES NO TURISMO

Desembarques nacionais e internacionais alcançam índices históricos

16/02/2012
Depois de um 2011 de bons resultados para o setor, o novo ano começou com recordes nos indicadores do turismo brasileiro. Os desembarques nacionais e internacionais alcançaram recordes históricos já no mês de janeiro. “Esses primeiros resultados do ano demonstram a força do turismo brasileiro, uma atividade que tem demonstrado capacidade de crescimento mesmo em um período de crise na economia mundial”, afirmou o ministro do Turismo, Gastão Vieira.
Os desembarques internacionais tiveram o melhor desempenho dos últimos 12 anos. Os 950 mil desembarques internacionais, registrados no mês passado, superam em 8,9% o recorde da série histórica de janeiro de 2011, quando a movimentação foi de 878 mil passageiros desembarcados.
Já os cerca de 7,5 milhões de desembarques domésticos representam um aumento de 0,41% em relação ao recorde anterior, apurado em julho de 2011. Em relação a janeiro do ano passado - quando a movimentação foi de 6,88 milhões - a variação positiva é de 8,55%.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES VIRA BANDEIRA NO CARNAVAL 2012

MTur convoca empresas e órgãos oficiais no apoio à Liga da Proteção

       
A 'Liga da Proteção' pretende mobilizar a sociedade contra a exploração sexual de crianças e adolescentes durante o Carnaval 2012

A 'Liga da Proteção' pretende mobilizar a sociedade contra a exploração sexual de crianças e adolescentes durante o Carnaval 2012
Brasília (DF) - As redes hoteleiras Accor e Atlântica são as primeiras a anunciar adesão à campanha ‘Liga da Proteção - Proteja nossas crianças e adolescentes’, iniciativa do governo federal para mobilizar a sociedade contra a exploração sexual de crianças e adolescentes durante o Carnaval 2012 no Brasil.
A articulação foi feita pelo Ministério do Turismo – membro da Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes - que reúne órgãos da administração federal envolvidos na implementação de políticas integradas para enfrentamento do problema no País.
O MTur apóia a sétima edição da campanha articulando também a participação de órgãos estaduais de turismo, entidades de classe e outras empresas do setor na estratégia de sensibilização nacional.
Idealizada anualmente pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a campanha será reforçada por parceiros do Ministério do Turismo nos destinos turísticos brasileiros que atraem grande número de foliões. A mobilização já está confirmada em 19 capitais do País. São eles: Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador, Vitória, Belo Horizonte, Natal, João Pessoa, Boa Vista, Campo Grande, Rio Branco, Goiânia, Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Manaus, Fortaleza e Belém.
Segundo o coordenador-geral do programa ‘Turismo Sustentável e Infância’ (TSI) do Ministério do Turismo, Adelino Silva Neto, “a rede de parceiros levará a mensagem aos foliões em cartazes e banners que serão instalados em pontos movimentados das cidades”. Conselhos Tutelares de cada estado estarão de plantão durante as festas e a atenção da sociedade brasileira ao tema é peça chave nessa causa, afirma Neto: “É preciso esclarecer as pessoas, orientando-as a denunciar de forma responsável. As denúncias podem ser feitas por meio dos conselhos tutelares ou diretamente pelo Disque 100”.
TURISMO DO BEM
O programa TSI atua, em todo o Brasil, na prevenção e enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nos equipamentos turísticos. De 2005 até agora, foram investidos R$ 27 milhões.
No Brasil, a exploração sexual de crianças e adolescentes é crime previsto no artigo 244 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Qualquer pessoa que resida em qualquer estado do Brasil pode discar o número ‘100’ do telefone ou orelhão, e denunciar um caso de violência contra a criança e o adolescente. A ligação é gratuita e o serviço funciona das 8h às 22h, todos os dias, inclusive finais de semana e feriados.
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COMPETITIVIDADE É TEMA DE REUNIÃO DA OMT

Evento vai discutir proteção a turista e profissionalização do setor

14/02/2012
“A competitividade do turismo como fator de inclusão social e geração de renda”. Este é o tema da palestra que diretor de Articulação, Estruturação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, Ricardo Moesch, fará, nesta quinta-feira (16), durante a ‘Bolsa Internacional de Turismo de Milão’ (BIT), na Itália.
A palestra acontece durante o ‘3ª Encontro do Grupo de Trabalho de Proteção ao Turista/ Consumidor e Profissionais de Turismo’, da ‘Organização Mundial de Turismo’ (OMT). Moesch fará um histórico das atividades do MTur desde a sua criação - em 2003 - e o impacto dessa decisão de governo na economia e no desenvolvimento do Brasil.
Serão apresentados ainda programas e ações do MTur que contribuem para impulsionar a atividade no país. A ‘Lei do Turismo’, o ‘Programa de Regionalização do Turismo’, a criação do ‘Índice de Competitividade’ e o programa ‘Viaja mais melhor idade’ serão alguns deles.
O representante do MTur falará também sobre os desafios enfrentados com a organização dos grandes eventos que acontecerão no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014, a Copa das Confederações, em 2013, e as Olimpíadas de 2016.
A Bolsa Internacional de Turismo (BIT) 2012 será realizada de 16 a 19 de fevereiro. O evento é destinado a empresas do setor e ao público final.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Turismo sobre duas rodas

Cicloturismo se transforma em estilo de viajar no Brasil

       
São ciclistas de todo tipo: amadores e profissionais, fãs de natureza e apaixonados por desafios>

São ciclistas de todo tipo: amadores e profissionais, fãs de natureza e apaixonados por desafios
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Brasília (DF) - O que seria uma bicicleta, se não ‘asas’ para quem explora o mundo? Que o digam os adeptos do cicloturismo, atividade que ganha força no Brasil, ancorada por seguidores de todos os perfis: ciclistas amadores e profissionais, fãs de natureza e apaixonados por desafios, simpatizantes de valores ecossutentáveis os mais diversos.
A modalidade é incentivada pelo Ministério do Turismo em 53 municípios brasileiros, que receberam R$ 20,2 milhões para a construção de ciclovias, entre 2001 e 2011. Segundo o Ministério das Cidades, há 2.500 km de ciclovias e ciclofaixas no País, mas um tapete curto para as 75 milhões de bicicletas que existem hoje no Brasil.
Além de servir como alternativa de transporte em regiões nas quais o trânsito desafia a qualidade de vida dos brasileiros, as ciclovias são usadas por pessoas que querem desfrutar da paisagem e interagir com ela. É o caso da praia de Capão da Canoa (RS), que em 2008 ampliou, com recursos do MTur, a via expressa exclusiva para a circulação de bicicletas. Segundo o secretário municipal de Turismo, Marcelo Vieira, a extensão de 1km de ciclofaixa na região central da cidade é um atestado de segurança para o lazer das cerca de 600 bicicletas que circulam pela orla diariamente, durante os finais de semana de verão.
DE TIRAR O FÔLEGO
Muitas ciclovias brasileiras estão ganhando fama pela nova vocação turística. Isso porque elas nasceram entrecortadas por paisagens urbanas, litorâneas e rurais de tirar o fôlego. Enquanto o Rio de Janeiro disputa com Bogotá (Colômbia) o título de cidade com maior número de ciclovias da América do Sul, Fortaleza e Recife abrem espaço para 'pedaladas culturais' e projetos especialmente desenvolvidos para fãs de viagens e passeios sobre duas rodas. Outros roteiros já sacramentados do país - como as praias catarinenses e o centro da capital do Paraná, Curitiba - também estão entre os destinos redescobertos pelos cicloturistas e suas 'magrelas’.
Meio de transporte divertido, saudável, ecológico e inteligente, a bicicleta é a estrela da Kuritbike, criada há dois anos em Curitiba e que faz trocadilho com o nome da empresa. Segundo o empresário Gustavo Carvalho, pioneiro em cicloturismo urbano no Brasil, “a ideia é aproveitar a atividade para produzir um outro olhar sobre a cidade, usando a bicicleta como uma ferramenta de descoberta”.
A malha cicloviária de Curitiba, com 120 km de extensão, favoreceu a operacionalização das mais de seis rotas criadas pela empresa. Pelo menos 70% do percurso dos roteiros são baseados no traçado das ciclovias. Cada uma das rotas interligam, em média, cinco tradicionais pontos turísticos da cidade, que incluem o Jardim Botânico, o Teatro Guaíra, o Museu Oscar Niemeyer, o Parque Barigui e a Ópera de Arame. O serviço é regular, individualizado e inclui aluguel da bike, acompanhamento de condutor e equipamentos de segurança. Os roteiros têm duração de 3 horas, com custo médio de R$ 50 para percorrer aproximadamente 15 km.
Além do serviço turístico, a empresa vem atraindo outro perfil de interessados: os que querem inserir a bicicleta no seu cotidiano de alguma maneira, aproveitando para fazer uma atividade física, fugir do estresse do trânsito e curtir a paisagem curitibana. “Vejo que esta é uma contribuição que podemos prestar à cidade”, orgulha-se Gustavo.
Outro projeto que deu certo está em Santa Catarina, lugar onde o turismo de sol e de praia nunca perde a majestade. No entanto, um caso especial chama a atenção de viajantes que descobriram no turismo rural uma forma de dar férias à metrópole e ‘recarregar as baterias’. Em Santa Rosa de Lima, Anitápolis e na região da Serra Geral catarinense, o roteiro de cicloturismo Acolhida na Colônia oferece experiências ligadas à agricultura familiar, banhos termais e de cachoeiras, visitas a marcenarias, sítios e hortas de cultivo orgânico.
Formado por atrativos naturais e o clima romântico e bucólico de pequenas comunidades do campo, “Acolhida na Colônia” foi um dos roteiros formatados e estruturados pelo Ministério do Turismo por meio do projeto Destinos-Referência. O circuito completo tem entre 300km e 400km, mas também pode ser feito por iniciantes, que têm a opção de escolher trechos do roteiro que conectam as propriedades rurais e atrativos naturais de cada município.
Com apoio do MTur, filhos de empreendedores do circuito turístico local realizaram curso com duração de 200 horas/aula, com ênfase em Empreendedorismo no Cicloturismo. Segundo Eduardo Green, sócio da empresa Caminhos do Sertão, responsável pela execução do curso, “os alunos saíram aptos não só a conduzir os turistas, mas a atender com prontidão a qualquer tipo de demanda gerada no receptivo ao cicloturista, como a própria manutenção das bicicletas”.
Depois de formado no curso, Luís Henrique Vanderlinde, 19 anos, terá sua primeira experiência como condutor de um cicloviajante. Ele vai acompanhar uma turista paulistana, que visitará a região da Acolhida na Colônia na segunda semana de fevereiro. Luís, que também é agricultor, encontrou no turismo uma oportunidade de fazer bons negócios numa região onde o turismo rural cresce rapidamente: “Depois que eu me formar, tenho pretensão de montar uma agência de turismo para toda a família”. Segundo o estudante de Agronomia, o serviço de condução sai por R$ 80 e representa “mais uma fonte de renda”.
MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Diretrizes que auxiliam o poder público, empresários e gestores do setor na formatação de roteiros de cicloturismo estão reunidas no Manual de Incentivo e Orientação para Municípios Brasileiros: Circuitos de Cicloturismo, desenvolvido pela Associação dos Ciclousuários de Florianópolis (ViaCiclo) e apresentado pelo governo de Santa Catarina durante o 6º Salão do Turismo - Roteiros do Brasil, realizado pelo Ministério do Turismo em São Paulo, em julho do ano passado. A publicação sugere os primeiros passos para a viabilidade técnica, econômica e publicitária de um projeto de cicloturismo.
Na Alemanha, os cicloturistas são mais de 21 milhões, universo que movimenta nada menos que cinco bilhões de euros ao ano. No Brasil, o segmento começa a se organizar, estimulando as economias locais e despertando pequenas regiões turísticas para a força da modalidade. O gasto médio do viajante é estimado em R$ 50 ao dia.

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